A festa do antirracismo no Ceará tem contornos ampliados em 2026. Para celebrar a Data Magna do Estado, em 25 de março, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, promove o show “Ceará Negro”, com as cantoras Adna Oliveira, Di Ferreira e Mallu Viturino, às 19:30, no Palco Rogaciano Leite.
A data, feriado estadual desde 2011, lembra a abolição de escravizados no estado. O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir a escravidão, em 25 de março de 1884. Um ano antes, no dia 1º de janeiro de 1883, a Vila do Acarape, atual município de Redenção, a 55 km de Fortaleza, libertou os povos escravizados. O termo “Data Magna” refere-se a acontecimentos importantes. Assim, a data indica um acontecimento importante para a história do Ceará; neste caso, a abolição da escravatura.
A apresentação em homenagem à data marca o lançamento da segunda edição ampliada do livro “Ceará Negro e outros temas de África”, do escritor Flávio Paiva (Omni, 2026, 488 p.).
Produzido e dirigido pelo músico Cláudio Mendes, o espetáculo conta com três cantoras afrobrasileiras, de três gerações diferentes, todas com inserção de destaque na cena musical cearense.
Assim como em 2025, quando a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) abriu as portas do Campus da Liberdade, em Redenção, para o lançamento com a apresentação do grupo Vozes D ́África, projeto da própria universidade, o lugar do show em 2026 é também simbólico. O espetáculo acontece no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que no próprio nome homenageia o líder abolicionista cearense
Chico da Matilde.
O livro
Na segunda edição ampliada de “Ceará Negro e outros temas de África”, Flávio Paiva demonstra a intensificação do seu interesse por temas do continente africano em 65 artigos, produzidos nos últimos 25 anos, todos comentados por estudantes da Unilab.
A capa da edição traz uma nova foto de Yuri Chimanga, também universário da Unilab e autor da foto do primeiro “Ceará Negro”, lançado em 2025.
O tema da imagem é o mesmo, um xequerê (abê ou também agbê), instrumento de percussão de origem africana, confeccionado com cabaça seca e envolvido por malha de contas coloridas, muito utilizado na música afrobrasileira.
Esse conceito de liga cultural é destacado pelo historiador Rosenverck Estrela Santos, professor da Licenciatura e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Africanos e Afro-brasileiros, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Autor do prefácio à segunda edição, ele afirma que o “Ceará Negro e outros temas de África” é, sobretudo, “um livro sobre conexões”: “África, Brasil e Ceará aparecem como territórios historicamente
ligados por rotas, corpos, culturas, resistências e criações”.
A segunda edição do livro “Ceará Negro e outros temas de África” será a primeira obra do Selo Editorial e Audiovisual SACI (Articulação, Inovação, Cultura e Integração), iniciativa do IFCE Fortaleza, que será lançado em 2026.
Serviço:
Show de lançamento da segunda edição ampliada do livro “Ceará Negro e outros temas de
África”, do escritor Flávio Paiva, com as cantoras Adna Oliveira, Di Ferreira e Mallu Viturino
Data: 25 de março de 2025
Hora: 19:30
Local: Palco Rogaciano Leite do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Entrada Gratuita
Classificação Livre
Valor do livro “Ceará Negro”: R$ 80












