Na ONU, brasileira apresentou proposta de justiça reparatória com foco no afroturismo

A pesquisadora e especialista em Afroturismo Thaís Rosa Pinheiro representou o Brasil no debate internacional sobre justiça reparatória e patrimônio cultural durante a quinta sessão do Fórum Permanente de Pessoas Afrodescendentes das Nações Unidas, em Genebra, na Suiça.

Fundadora da Conectando Territórios, iniciativa que atua desde 2013 com turismo de base comunitária, afroturismo e valorização do patrimônio afro-brasileiro, Thaís apresentou recomendações concretas sobre o papel dos museus, da restituição, do direito a história afrobrasileira e das políticas públicas na promoção da equidade racial.

Sua atuação está diretamente ligada ao Cais do Valongo, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco e considerado o maior ponto de chegada de africanos escravizados nas Américas. No território, desenvolve experiências de afroturismo e educação patrimonial que conectam memória, identidade e geração de renda para comunidades afrodescendentes.

Durante sua participação, Thaís Rosa destacou o Afroturismo como ferramenta de justiça reparatória, defendendo sua consolidação como política pública no Brasil. “Não se trata apenas de preservar a memória, mas de garantir que ela gere oportunidades econômicas e reconhecimento para as comunidades que historicamente sustentaram esse patrimônio”, afirmou.

A pesquisadora também chamou atenção para a necessidade de financiamento direto a iniciativas comunitárias e para a responsabilidade dos museus em rever narrativas históricas marcadas pela colonialidade.

Além da atuação em campo, Thaís Rosa Pinheiro atuou como consultora da Unesco e do Ministério do Turismo no desenvolvimento de estudos sobre o setor, incluindo diagnósticos de políticas públicas e o mapeamento do ecossistema de Afroturismo no país e o primeiro guia de Afroturismo no Brasil.

Sua participação no fórum reforçou o protagonismo brasileiro no debate global sobre justiça racial, memória e desenvolvimento sustentável, conectando experiências locais a agendas internacionais.

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Redação

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