A Brafrika lançou sua versão “Pro”, que tem como missão atuar como operadora especializada no continente africano. O foco é estruturar o acesso ao destino para agências de pequeno e médio porte em todo o país. Fundada por Bia Moremi, o novo posicionamento nasce do entendimento de que o continente africano ainda é pouco explorado de forma estruturada no turismo brasileiro — muitas vezes restrito a estereótipos ou limitado a poucos players do mercado.
“O Brasil tem uma relação histórica, cultural e identitária profunda com a África. Mas, no turismo, o continente ainda é visto como distante ou complexo. Existe demanda, existe desejo, mas falta estrutura acessível para que mais agências consigam vender o destino com segurança”, afirma a fundadora.
De acordo com Bia Moremi, a proposta da Brafrika Pro é atuar como ponte operacional e curatorial, conectando
agências brasileiras a fornecedores e experiências no continente africano com planejamento, suporte e responsabilidade cultural.
O movimento também dialoga com o crescimento do afroturismo no Brasil — segmento que busca promover viagens com mais consciência histórica, valorização da cultura africana contemporânea e reconexão identitária.
Ao estruturar produtos que vão além do imaginário tradicional de safáris, a operadora pretende ampliar o repertório de experiências disponíveis ao público brasileiro, incluindo roteiros culturais, históricos, gastronômicos e de imersão local.
A empresa inicia sua expansão nacional em 2026, priorizando parcerias com agências independentes que desejam incluir o continente africano em seus portfólios de maneira estratégica e sustentável.
Para Bia, o desafio não é apenas comercial, mas narrativo: “Falar de África é também falar de pluralidade, modernidade, potência cultural e protagonismo. O turismo pode ser ferramenta de reconexão, desde que seja feito com responsabilidade e estrutura.”
A Brafrika atua desde 2019, iniciando com o mercado brasileiro, com viagens privadas e corporativas; testes de DNA personalizados e depois migrando para o mercado africano, em que se especializou em intercâmbio e viagens culturais. O novo momento faz parte da consolidação da atuação no continente, ampliando as possibilidades para outras agências levarem viajantes para África.












